Chegou o dia!

O dia finalmente chegou! A reforma na igreja para acomodar mais pessoas e a casa da MEVA, que precisava de vários reparos, estavam prontas; foram construídos grandes abrigos; peixe, caça e outros alimentos foram armazenados; e todo a programação tinha sido feita. A comunidade uaiuai de Mapuera estava pronta para o início da conferência anual. Mais de 1500 pessoas de 13 grupos étnicos se reuniram em Mapuera para esse evento, de 21 a 26 de julho. A maioria dos visitantes chegou pelo rio e foi recebida entusiasticamente pelos moradores de Mapuera enfileirados às margens do rio, cantando em sua língua natal. Os uaiuais ficaram especialmente felizes pois entre os visitantes havia pessoas de um grupo que eles, por anos, têm tentado alcançar com o evangelho! Louvem a Deus pelas portas abertas. Certamente eles experimentaram o amor de Deus durante a conferência. Louvem também ao Senhor pelo maravilhoso tempo de encorajamento espiritual através dos louvores e ensino de sua Palavra! Marcos José Lima, vice-presidente da MEVA, e o Pr. Fernando Leite acompanhado de um grupo de irmãos da Igreja Batista Fonte em Campinas, SP, ministraram para grupos de todas as idades. As mensagens tiveram de ser traduzidas para as diferentes línguas ali presentes de maneira que todos pudessem entender. Imaginem o louvor em tantas línguas diferentes e a unidade dos crentes dessas tribos! Que amostra de como vai ser no céu um dia, quando todas as nações se reunirão para juntos louvar ao Senhor! 

 

Uma equipe de jovens americanos da Calvary Evangelical Free Church in Trumbull, CT, Estados Unidos, veio ao Brasil para abençoar a MEVA com seu trabalho. Esse grupo de 14 pessoas não somente trabalhou fazendo muita limpeza, organização e pintura na sede, como também foi uma bênção para a igreja wapixana da aldeia de Truaru ministrando uma Escola Bíblica de Férias, um grande sucesso. A semana que passaram em Boa Vista deu-lhes uma visão do trabalho entre os povos indígenas, abriu seus olhos para a diversidade de ministérios envolvidos em missões, mostrou-lhes o valor do trabalho em equipe e a importância vital de todos os membros da missão, tantos dos que estão na linha de frente como dos que trabalham nos bastidores para viabilizar os ministérios daqueles.

 

Patrícia Soares, missionária responsável pelo setor de educação da MEVA, e Sulivanha Lira Sousa, chefe da Divisão de Educação de Jovens e Adultos (DIEJA) vinculada à Secretaria de Educação do Estado de Roraima, tiveram grandes experiências, uma especialmente peculiar, em visita a todas as escolas da área ianomâmi. O governo exige que os professores façam uma prova para avaliar o grau de proficiência de cada um. Patricia foi autorizada a reescrever os testes para adequá-los ao contexto de vida dos indígenas. Anteriormente, ela também os ajudou no preparo das 8 matérias exigidas, dando aulas e elaborando algumas provas como forma de treinamento. Como eles falam muito pouco português e os testes seriam em português, foi um desafio ensinar-lhes coisas simples para que pudessem entender o suficiente para responder as questões corretamente. Para Sulivanha, ver pela primeira vez a realidade de administrar uma escola inserida na cultura ianomâmi e entender melhor como é para alguém, cuja língua materna não é o português, enfrentar as exigências do governo, fez com que ela tivesse maior apreciação por todos os envolvidos nesse ministério. Tanto Patrícia como Sulivanha ficaram impressionadas com o compromisso dos missionários e a dedicação dos professores indígenas no ensino do seu povo. Por outro lado, ambas testemunharam o que acontece em uma aldeia quando alguém está descontente com algo. Em uma das aldeias, um jovem, chateado com o fato de seu nome não estar incluído na lista de professores que fariam o teste, resolveu se vingar arrombando a escola à noite e ateando fogo. Os missionários que moram perto sentiram o cheiro de queimado e logo perceberam que o prédio da escola estava em chamas. Graças a Deus, eles chegaram em tempo de apagar o fogo antes que destruísse a escola. Fora esse incidente, Patrícia e Sulivanha tiveram muitas experiências positivas e voltaram com a visão renovada de como ajudar para o progresso dessas escolas.

 

Agradecemos suas orações! Agradecemos suas contribuições! Agradecemos por fazerem parte desse ministério conosco!

 

 

 

 

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September 10, 2018

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